quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pedrogão pequeno

Obrigada L. MJ. I. A. por este dia tão bem passado. Passeio, pic nic, banho na barragem, boa conversa divertida. Foi pena a M. não estar mas vai ficar boa e para a próxima vez de certeza que contamos com ela.  muito... bom. Vai ficar na memória e a repetir

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Acreditar...

"Existe sempre um ponto de luz nas nossas vidas. Acreditar...."

Em jeito de balanço:podia ter sido assertiva em determinadas situações da minha vida familiar. Falhei e tenho de viver com essas falhas mas não posso neste momento deixar de dizer QUE estão todos BEM!!!(tal como no filme. Não se drogam, não roubam, trabalham e seguem as vidas ao seu modo. É uma maneira diferente de estar e viver a vida. Era um desejo meu ter a família por perto, sentir-lhe o cheiro, o calor e a voz. às vezes sinto-os longe... Este perto  e este longe não tem a ver com a distância física porque ela pode sempre  existir, a outra e essa é a que dói mais e às vezes custa a suportar mas EXISTE SEMPRE UM PONTO DE LUZ NAS NOSSAS VIDAS. ACREDITAR.... que tudo vai  mudar e melhorar

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Joana

Fotografias de IBIZA FOMENTERA para ver momentos felizes.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Aprender sempre!


  • Vai fazer-me bem começar a ir aqui
  • Quando escrevem sobre Portugal desta maneira
  • Este texto  traz-me memórias e imagens antigas
  • "Uma vez por ano o chão era pó de terra fina e caruma de pinheiro manso encardindo os pés. E os dias eram das videiras, dos tanques com água de cor duvidosa e limo nos cantos, das ruas de paralelo, das galinhas, dos burros, das carroças com rodas de madeira, dos coelhos. As horas eram sol, sombra, lua, estrelas. A palha enchia colchões e a espuma era muita dentro das almofadas e às vezes fazia doer os sonhos. Havia crianças, muitas crianças. E rua, muita rua. E havia um sapateiro numa esquina e o ar cheirava a cola entranhada nos dedos escurecidos. E logo a febras na brasa e a sardinhas comidas com figos. Havia pelo menos um baloiço numa árvore. Pinhões e avelãs à sobremesa. E pêssegos carecas. Janelas de guilhotina, dobradiças e soalhos que rangiam e a minha bisavó sempre na soleira da porta. As sombras do candeeiro a petróleo. Uma vez por ano era assim. Sei que uma vez por ano não basta. Agora que o meu chão é também areia e feno tingido de sol, e pedras polidas e sal. Uma vez por ano não basta. Não vai bastar nunca mais. Há uma menina do campo com um coração ancorado a Sul."

sexta-feira, 11 de julho de 2014

capable

Nunca esquecer que as maiores e mais robustas árvores da floresta nascem do chão. Que a humildade é uma característica dos fortes. E a resiliência também. Manter o foco, por mais difícil que pareça. E há dias que parece missão impossível. Há demasiado ruído.
Não permitir que os dias (e as pessoas) cinzentos apaguem a certeza de que são a paixão e o entusiasmo as atitudes que movem montanhas, mudam opiniões, criam sonhos, devolvem a esperança, renovam a fé. Mesmo que tropecemos umas quantas vezes na vida, e o normal é tropeçarmos, é na queda que percebemos a consistência da nossa força, o limite da nossa resistência, a capacidade de perdoar (e de nos perdoarmos), e como a vida pode ser deliciosamente surpreendente quando acreditamos, quando confiamos, quando simplificamos e relativizamos, e quando conseguimos ser impermeáveis (ainda que q.b.) a tudo o resto.
Às vezes são as escolhas erradas que nos levam ao rumo certo.



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Estado de graça


«Arrastamos os dias como podemos e sabemos. Às vezes encarrilamos em tarefas que, de algum modo, nos divertem; outras vezes sentimos desafios e entusiasmos; por vezes ficamos entristecidos, zangados e infelizes: mas genericamente, distraímo-nos com pequenos acontecimentos e afazeres que esquecemos mal terminam e parecem não deixar qualquer lastro.
Os dias correm com alguma monotonia, ainda que os mais hábeis aprendam a dosear as quantidades certas da rotina que os tranquiliza e da novidade os desperta e inquieta.
Excepcionalmente, muito excepcionalmente, alguns mergulham em estado de graça.
Vinda de um confim qualquer, indizível e misterioso, chega à consciência uma espécie de energia transformadora que faz a diferença. Porque tal acontece, tudo o que nos rodeia ganha uma nova e diferente profundidade e nitidez.
Alguns associam este estado de graça a acontecimentos específicos como uma paixão amorosa, uma gravidez muito desejada ou uma situação capaz de introduzir ruptura com os sentidos habituais. Outros sabem que o estado de graça pode acontecer apenas porque sim, eventualmente para nos fazer sentir que viver pode ser, além de um facto da natureza, uma dádiva única que há que celebrar.»

Isabel Leal

sábado, 5 de julho de 2014

momentos

«(...) acima do amor, está a confiança. confiar, mesmo, de verdade, é algo que raramente se atinge. e por norma, quanto mais difícil a situação, mais se testa a confiança. confiar no marinheiro quando o tempo está bom e o mar calmo, isso é fácil. agora confiar no marinheiro no meio de uma tempestade, em mar alto e com a vela rasgada.. aí sim, é preciso mérito. de quem confia - porque acredita-, e de quem é confiável - porque faz acreditar. tramado da confiança é que ela não se treina. não podemos querer confiar, não é uma coisa que se queria ter. a confiança é algo demasiado inconsciente para poder ser gerida. ou existe ou não existe. resulta pouco de palavras ou intenções. tem a ver com os actos. com os gestos: o que se faz, como se faz, e como se diz que se faz. sim, porque aqui também não basta ser, é preciso parecer.

não questionar ou não ter dúvidas não é confiar. isso é a cegueira. não é aguentar, ou tolerar o que magoa só porque se ama. isso são analgésicos: aliviam a dor, mas não tratam a doença. confiar é questionar tudo. mas com coragem de mexer onde vai doer. é pôr todas as duvidas na mesa para que sejam esclarecidas. por isso a verdade e a confiança estão tão juntas. uma implica a outra. e os momentos de maior crescimento não são os de falinhas mansas e promessas de amor eterno. a certeza cresce é nos momentos das grandes diferenças de opinião, das conversas duras e amargas, em que todos os filtros caem, em que dizem as palavras mais estúpidas, em que o inconsciente salta todo cá para fora, e, coisa autónoma, diz tudo o que lhe apetece: o que achamos verdade e as coisas que até nem concordamos. mas em que algum momento nos passaram pela cabeça. 
por muito que doa, por muito que magoe, só quando se perguntam as coisas difíceis - e se respondem - se sossega a confiança. e na vida não há mais paz que isso: ver quem nos quer, a enfrentar-nos, a questionar, a ter a coragem de perguntar. não porque não saiba já as respostas, mas apenas porque as precisa de ouvir na nossa boca. sincera.»
daqui

4 de Julho

J
ulho com letra maiúsculo! Tem de se escrito assim porque é o mês do meio. E este 4 de Julho foi especial porque depois de alguma tempestade emocional vi é guardei na memória  o melhor e mais sentido abraço que alguma vi. O C. e J. encheram-me de orgulho e a felicidade que senti vai ficar para sempre guardada no meu coração.

Obrigada!!!